Todos
nós carregamos, ao longo de toda a nossa vida, a criança que fomos um dia. Se
na infância uma pessoa teve experiências positivas, enriquecedoras, onde sua
auto-estima foi fortalecida, ela se tornará um adulto seguro e equilibrado, que
sempre vai estabelecer relacionamentos harmoniosos.
Mas, se ao contrário, não houve em sua trajetória atenção e estímulos permanentes aos seus talentos e habilidades ou houve repressão e excesso de exigência, a insegurança direcionará todas as suas ações.
Todas as emoções, vivenciadas por nós na fase infantil, seguem armazenadas em nosso inconsciente e influenciam as relações que estabelecemos na vida.
Sem que tomemos consciência delas, torna-se difícil superar as dificuldades e os bloqueios que muitas vezes sentimos na relação com as outras pessoas. Nossa tendência predominante é culpá-las por não corresponder às nossas expectativas ou satisfazer nossos desejos.
Assim como a criança se enraivece quando sua vontade é contrariada, também reagimos de modo infantil quando não temos nossas expectativas preenchidas. A mágoa e o ressentimento logo tomam o lugar do amor que acreditávamos sentir.
O ser humano inseguro e carente de aprovação externa se apega àquele que lhe dá atenção, numa dependência perigosa, que pode levá-lo a fazer muitas concessões para garantir o amor e a aceitação do outro.
Estabelecer relações maduras e saudáveis é uma condição essencial para a nossa felicidade. Mas para que isto se torne possível, precisamos acessar as emoções inconscientes de nossa criança interior, compreendê-las e integrá-las, pois, somente assim, a cura se torna possível.
Mas, se ao contrário, não houve em sua trajetória atenção e estímulos permanentes aos seus talentos e habilidades ou houve repressão e excesso de exigência, a insegurança direcionará todas as suas ações.
Todas as emoções, vivenciadas por nós na fase infantil, seguem armazenadas em nosso inconsciente e influenciam as relações que estabelecemos na vida.
Sem que tomemos consciência delas, torna-se difícil superar as dificuldades e os bloqueios que muitas vezes sentimos na relação com as outras pessoas. Nossa tendência predominante é culpá-las por não corresponder às nossas expectativas ou satisfazer nossos desejos.
Assim como a criança se enraivece quando sua vontade é contrariada, também reagimos de modo infantil quando não temos nossas expectativas preenchidas. A mágoa e o ressentimento logo tomam o lugar do amor que acreditávamos sentir.
O ser humano inseguro e carente de aprovação externa se apega àquele que lhe dá atenção, numa dependência perigosa, que pode levá-lo a fazer muitas concessões para garantir o amor e a aceitação do outro.
Estabelecer relações maduras e saudáveis é uma condição essencial para a nossa felicidade. Mas para que isto se torne possível, precisamos acessar as emoções inconscientes de nossa criança interior, compreendê-las e integrá-las, pois, somente assim, a cura se torna possível.
(Texto de Elisabeth
Cavalcante)
"
Por que você quer estar apegado a alguém? Porque sozinho você sente que você não se basta. Você sente falta de alguma coisa. Algo fica incompleto em você. Você não é inteiro. Você precisa de alguém para completá-lo. Daí, o apego.
Se você está consciente, você está completo, você é inteiro - o círculo está completo agora, não está faltando nada em você - você não precisa de ninguém. Você, sozinho, sente uma total independência, uma sensação de inteireza.
Isso não quer dizer que você não amará as pessoas, ao contrário.... mas, então, o amor tem uma dimensão totalmente diferente: ele não é apego, ele não é dependência. Vocês serão dois agentes livres, dois seres totais, inteiros, se encontrando. Esse encontro será uma festividade, uma celebração - não uma dependência. Esse encontro será uma alegria, uma brincadeira".
(Osho, The Book of the Secrets.)
O que é a
Criança Interior?
A Criança
Interior é uma poderosa presença. Vive no centro do nosso Ser. Imagina uma
criança que começa a andar; saudável, alegre, feliz. Ao visualizar esta imagem
na tua mente, sente a sua vitalidade. Com grande entusiasmo, explora
continuamente o seu ambiente. Conhece as suas emoções (sensações) e exprime-as
abertamente. Quando se magoa, chora, Quando está zangada, grita. Quando está
contente, sorri ou ri às gargalhadas a partir do mais profundo seu ser. Esta
criança é também altamente sensível e instintiva. Sabe em quem confiar ou não
confiar. Gosta de brincar e fazer descobertas. Cada momento é novidade e
maravilha. Das suas brincadeiras emana uma criatividade e vitalidade
inesgotável.
À medida que o tempo passa, a criança começa a ter que prestar cada vez mais atenção às pretensões dos adultos. A voz dos “crescidos”, com as suas “necessidades” e vontades, começam a afogar a voz interior e os instintos da criança. De forma cada vez mais vigorosa, pais e professores impõe as suas leis, dizendo: “Não é assim”, “Não exprimas o que sentes”, “Não se diz”, “Não se faz”; “Faz o que nós dizemos”, “Nós, é que sabemos”. (deves esconder o que sentes, mentir...).
Com o decorrer do tempo, as verdadeiras qualidades que dão à criança a sua vitalidade, — curiosidade, espontaneidade, capacidade de sentir e exprimir o que sente — são votadas ao esquecimento. No processo de “crescimento” e “disciplinamento”, “adestramento” e “educação” os adultos transformam a criança num previsível adulto. Ao erradicar a “vulnerabilidade da criança” (em simultâneo com a sua falta de autocontrole) danificam severamente o seu Eu Essencial. O Mundo dos adultos, não é um lugar seguro para crianças. Por razões de sobrevivência, o adolescente sepulta bem fundo e fecha às sete chaves o seu delicioso espírito de criança. A Criança Interior nunca crescerá e nunca irá a lado nenhum. Permanecerá Enterrada Viva, esquecida, na esperança de um dia ser liberta.
A Criança Interior, procura constantemente chamar a nossa atenção, mas a maior parte dente nós, recusa-se a ouvir ou esqueceu de como fazê-lo. Quando ignoramos os nossos verdadeiros sentimentos e intuições íntimas, estamos a ignorar a nossa Criança Interior. Quando abdicamos de alimentar o nosso corpo e a nossa alma, negligenciamos a Criança Interior. Quando na nossa conversa interior recusamos determinadas idéias que nos fariam prazer ou emoções de que gostaríamos, com o pretexto de que não são racionais — coisas que os adultos não fazem — estamos a abandonar a nossa Criança Interior. Por exemplo, ao sentir um impulso para saltar de alegria no parque ou chorar sem reserva a perda de um amigo. Isso é a Criança Interior a tentar mostrar-se.
Mas quando o “adulto” (adulterado?) em nós diz: “Não, não podes fazer isso! Um homem não chora. Controla-te”. Então A Criança Interior continua na penitenciária.
Quando a Criança Interior está prisioneira, é como termos sido roubados da nossa espontaneidade e centelha de vida. Somos Um Corpo Sem Alma. Isso poderá levar a uma séria perda de energia, a uma doença crônica ou grave. Quando a Criança Interior é ignorada separamo-nos dos outros. Eles nunca saberão quais são os nossos verdadeiros sentimentos, nunca conseguirão saber quem realmente somos. Isso tornará impossível qualquer relação verdadeiramente íntima. Nunca conseguiremos conhecer-nos. Que tragédia! Que perda!
Para sermos de novo um Ser Humano completo, a Criança Interior deve ser resgatada, abraçada e amada."
À medida que o tempo passa, a criança começa a ter que prestar cada vez mais atenção às pretensões dos adultos. A voz dos “crescidos”, com as suas “necessidades” e vontades, começam a afogar a voz interior e os instintos da criança. De forma cada vez mais vigorosa, pais e professores impõe as suas leis, dizendo: “Não é assim”, “Não exprimas o que sentes”, “Não se diz”, “Não se faz”; “Faz o que nós dizemos”, “Nós, é que sabemos”. (deves esconder o que sentes, mentir...).
Com o decorrer do tempo, as verdadeiras qualidades que dão à criança a sua vitalidade, — curiosidade, espontaneidade, capacidade de sentir e exprimir o que sente — são votadas ao esquecimento. No processo de “crescimento” e “disciplinamento”, “adestramento” e “educação” os adultos transformam a criança num previsível adulto. Ao erradicar a “vulnerabilidade da criança” (em simultâneo com a sua falta de autocontrole) danificam severamente o seu Eu Essencial. O Mundo dos adultos, não é um lugar seguro para crianças. Por razões de sobrevivência, o adolescente sepulta bem fundo e fecha às sete chaves o seu delicioso espírito de criança. A Criança Interior nunca crescerá e nunca irá a lado nenhum. Permanecerá Enterrada Viva, esquecida, na esperança de um dia ser liberta.
A Criança Interior, procura constantemente chamar a nossa atenção, mas a maior parte dente nós, recusa-se a ouvir ou esqueceu de como fazê-lo. Quando ignoramos os nossos verdadeiros sentimentos e intuições íntimas, estamos a ignorar a nossa Criança Interior. Quando abdicamos de alimentar o nosso corpo e a nossa alma, negligenciamos a Criança Interior. Quando na nossa conversa interior recusamos determinadas idéias que nos fariam prazer ou emoções de que gostaríamos, com o pretexto de que não são racionais — coisas que os adultos não fazem — estamos a abandonar a nossa Criança Interior. Por exemplo, ao sentir um impulso para saltar de alegria no parque ou chorar sem reserva a perda de um amigo. Isso é a Criança Interior a tentar mostrar-se.
Mas quando o “adulto” (adulterado?) em nós diz: “Não, não podes fazer isso! Um homem não chora. Controla-te”. Então A Criança Interior continua na penitenciária.
Quando a Criança Interior está prisioneira, é como termos sido roubados da nossa espontaneidade e centelha de vida. Somos Um Corpo Sem Alma. Isso poderá levar a uma séria perda de energia, a uma doença crônica ou grave. Quando a Criança Interior é ignorada separamo-nos dos outros. Eles nunca saberão quais são os nossos verdadeiros sentimentos, nunca conseguirão saber quem realmente somos. Isso tornará impossível qualquer relação verdadeiramente íntima. Nunca conseguiremos conhecer-nos. Que tragédia! Que perda!
Para sermos de novo um Ser Humano completo, a Criança Interior deve ser resgatada, abraçada e amada."
Curando a
Criança Interior
Quantos de
nós podem, de fato, se considerarem adultos?
Ser adulto não é somente a mudança física com o desenvolvimento do corpo e o crescimento de pêlos. É a evolução emocional do estado infantil para o estado da maturidade.
Novamente pergunto: quantos de nós são realmente pessoas adultas no sentido mais puro da asserção?
Ser adulto não é somente a mudança física com o desenvolvimento do corpo e o crescimento de pêlos. É a evolução emocional do estado infantil para o estado da maturidade.
Novamente pergunto: quantos de nós são realmente pessoas adultas no sentido mais puro da asserção?
Sinto que a maioria de nós são crianças feridas, vestindo corpos de gente grande, como num daqueles momentos de descoberta infantil quando a menina veste as roupas da mãe e o menino as do pai.
Todos nós fomos, em algum momento, feridos de alguma forma. E, como somos humanos, na maioria das vezes não reconhecemos a ferida e, mesmo se a percebemos, não sabemos como curá-la. Dessa forma, crescemos carregando uma chaga que continuamente nos faz sabotar todas as nossas tentativas de felicidade.
Mas, o sofrimento não é necessariamente o mesmo para todos. Alguns foram afetados na área dos relacionamentos; outros na material (de segurança financeira); outros ainda na parte física.
A questão central é que hoje somos adultos carregando uma ferida que precisa ser curada.
Você já se questionou quais são seus maiores medos? Foi capaz de perceber onde estão suas maiores dificuldades? E agora o mais difícil: conseguiu resgatar os momentos na infância que geraram essa fragilidade?
É preciso coragem para olhar para si mesmo no espelho da vida. Existe muito sofrimento enraizado em nosso subconsciente que nos impede de nos ver como somos verdadeiramente, permitindo que possamos nos amar e que faz com que não nos sintamos dignos de encontrar aceitação, amor e felicidade.
Pergunte-se agora: Quem sou eu? E a resposta a esta pergunta lhe levará à maior aventura de toda sua vida!
Texto de Vanessa Mazza Furquim




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